How Emotions Are Made

“How Emotions Are Made” fez o que todos os grandes livros fazem. Pegou num assunto que eu pensava compreender e virou o meu entendimento de cabeça para baixo” – Malcolm Gladwell, autor de The Tipping Point.

Quando se sente ansioso, zangado, feliz, ou surpreendido, o que é que realmente se passa dentro de si?

Muitos cientistas acreditam que as emoções vêm de uma parte específica do cérebro, desencadeadas pelo mundo que nos rodeia. A emoção de ver um velho amigo, o medo de perder alguém que amamos – cada uma destas sensações parece surgir automática e incontrolavelmente de dentro de nós, encontrando expressão nos nossos rostos e no nosso comportamento, levando-nos embora com a experiência.

Esta compreensão da emoção existe desde Platão. Mas e se estiver errada? Em How Emotions Are Made, a psicóloga e neurocientista pioneira Lisa Feldman Barrett recorre às últimas provas científicas para revelar que as nossas ideias de senso comum sobre emoções estão dramaticamente, mesmo perigosamente, desactualizadas – e que temos vindo a pagar o preço. As emoções não são universalmente pré-programadas nos nossos cérebros e corpos; são antes experiências psicológicas que cada um de nós constrói com base na nossa história pessoal, fisiologia e ambiente únicos.

Esta nova visão das emoções tem sérias implicações: quando os juízes emitem sentenças menores por crimes de paixão, quando os polícias disparam contra suspeitos ameaçadores, ou quando os médicos escolhem entre um diagnóstico e outro, todos eles confiam, de alguma forma, na antiga suposição de que as emoções estão gravadas no nosso cérebro e corpo. Revendo essa concepção de emoção não é apenas boa ciência, mostra Barrett; é vital para o nosso bem-estar e para a saúde da própria sociedade.

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